sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Eu o vi aquele dia no parque

Postado por Bruna às 21:49

Eu o vi aquele dia no parque, passando a mão no cabelo, nervoso e pensativo. Ele andava de um lado pro outro, e desajeitado como sempre, tropeçou. Me lembro de ter dito que nunca tinha visto alguém tão bobo, e ele respondeu que sabia que era de bobos que eu gostava. Ele insistia em dançar comigo pelo parque, e comer algodão doce. Eu estava completamente vulnerável à ele, como sempre estive. Me lembro de ter comentado sobre sua cicatriz, e ter deixado ele sem graça por isso. Só deu aquele sorrisinho de lado bobo, que cabia perfeitamente em seu rosto. Eu o chamava de idiota, dizia que nunca seria o suficiente pra mim. Eu queria aborrecê-lo, apenas pra o manter perto de mim. Porque eu sabia, que se um dia ele descobrisse o quão incrível era, iria me abandonar. Me lembro de ter ficado enjoada depois de tanto algodão doce, e ter sentido as mãos dele segurando meu cabelo enquanto eu vomitava. Mesmo depois disso, ele insistia em me dar pontapés e me girar pelo parque. Ele achou uma barraquinha de dardos, e perguntou qual bichinho eu queria. Eu escolhi o urso panda, mas na verdade, eu só queria ele. Me lembro de ter pedido à ele que desistisse na terceira tentativa. Ele disse que nunca iria desistir, se não o urso ganhava. Depois da décima terceira tentativa, o dono da barriquinha se rendeu e resolveu dar o urso à ele. Riu feito criança. Ele se agarrou ao urso, como se aquela tivesse sido a maior vitória da vida dele, e se ajoelhou. Ele entregou o urso pra mim, com o sorriso mais perfeito do mundo no rosto, e eu estava prestes à chorar. Então, ele amarrou o tênis e se levantou - ele sabia que era de bobos que eu gostava. Então, eu ri feito criança. Ele me disse que não precisava de se ajoelhar, se o amor fosse verdadeiro. Porque eu aceitaria ele de pé mesmo. Me lembro então, da gargalhada dele - a coisa mais gostosa, gargalhada de criança. Ele sabia exatamente do que eu precisava. Não era o que eu imaginava, não era o que eu esperava - mas ele era o único que sabia lidar comigo. E mesmo com aquele jeitinho bobo e irritante, era ele que eu amava e não era pouco. Ele me fazia perceber o quão linda podia ser a vida, me fazia perceber que podia sim ser feliz, mas tinha que ser ao lado dele. Eu tinha certeza de que ele não era só mais um, ele era diferente, especial […] Eu realmente gostava era de bobos, e ele era o bobo mais perfeito do universo.

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