Pedir desculpas não ajuda em nada mas é tudo que eu me sinto capaz de fazer. Sou incapaz de tantas outras. Eu odeio dar um passo em falso. Odeio quando os olhares são para mim, quando eu viro um imã. Quando estou exposta pelos meus erros. De verdade, eu nunca quis causar estragos. Minha intenção nunca foi errar. É tentando acertar que eu erro. E gostaria eu de dizer que meus erros envolvem e machucam apenas a mim; não, eu envolvo as pessoas. Eu as machuco. São com pequenos erros, com pequenas decisões que você cria um grande problema e muitas vezes sair dele não é fácil. Para falar a verdade, para mim parece impossível. Mas eu continuo tentando. E o que eu mais odeio em mim é a capacidade de estragar tudo com um simples tentar. É por isso que as tentativas sempre me dão tanto medo. Por que eu sei o quão grande são as probabilidades de tudo ir para água a baixo. E ao decorrer da vida vejo coisas tão essenciais indo embora. Descendo pelo ralo. Parece uma situação que eu nunca vou poder terminar. O fundo do poço está muito atrás. O lugar onde eu estou não tem nome. Eu só quero acertar os passos dessa dança. Eu só quero aprender a fazer o certo. É culpa minha ao mesmo tempo que não é. Pois são com as melhores intenções que acontecem meus piores erros. E, de fato, não tem explicação. Aprendi que uma coisa pequenininha vira uma coisa grande e que parece ser tão maior que a gente. Queria eu voltar no tempo e reparar tudo. Mas ai eu reflito e percebo que talvez nenhuma das coisas boas que encontrei pelo caminho teriam acontecido caso eu não tivesse errado. Mas eu vou ter que continuar a lidar. Vou ter que esperar pelo futuro incerto. Com essa indignação terrível de “tentar fazer as coisas certas dessa vez” e embaralhar tudo na primeiro decisão. Eu já não sei mais o que fazer. De verdade. Eu realmente não sei o que fazer.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
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